quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Cigana
Vinha da necessidade do despego?
O que mudou? Porque voltou?
foi preciso perder, você perdeu e eu perdi,
Por onde você tem andado?
que vales, vilas ou cidades foram estas por onde você passou?
quem você encontrou nelas para te fazerem assim?
Tanto faz, afinal, nada mudou.
O vento que passou pela tua estrada passou aqui em casa também,
E levou com ele tudo de nós que não era verdadeiro.
Tão pouco sobrou,
tão pouco.
Sobrou.
Me deixa ler tua mão, para te mostra onde nossos caminhos se separam.
E me deixa entender que esta estrada não pertence mais a você.
Quem sabe em outra vida?
Agora você é só mais uma cigana do mundo, das ruas, como outra qualquer,
Mas alegre-se, não juro amor, mas adoro me perde entre as ciganas mundanas.
Bem vinda a este novo...
Seus novos amigos, seus novos amores.
Agora você é do mundo.
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