sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre o qual tantas vezes escrevi.




Penso que os livros são a mais bela arte que já conseguimos produzir, que neles, expressamos os maiores desejos da nossa alma, nossos maiores medos e anseios, e que desta forma tornamos livre nosso espírito, livres para ir onde bem quisermos, onde jamais seria possível imaginar. Neste mundo de magia e encanto, você faz parte integral das minhas fantasias...
Nele você é horas a nobre dama do reino, no qual eu camponês, faço-lhe a corte, ainda que de impossível realização. Outrora somos rei e rainha, brincado de governar, e governando rimos de como é bom brincar de Deus. E como deuses, em outra historia dançamos no olimpo, viajamos entre os mundos brincando de pega-pega.
Nas minhas historias mais puras fomos crianças de rua, ou irmãos inseparáveis, colegas de trabalho, gato e rato e nos meus livros mais fantasiosos fomos piratas rivais, soldados de tropas inimigas, eu o dragão e você o cavaleiro, que de espada e escudo nos confrontamos, outrora brincamos, nos beijamos e nos amamos... Fizemos amor... Sempre eu e você.
Mas nem sempre sou em quem escrevo minhas histórias, de vez em quando apenas me permito ser conduzido e é o teu olhar que me dita as palavras que devo usar, e de papel e caneta nas mãos, deixo nossa historia se desenrolar, vezes de forma complicada e arrastado, outras com gostinho de conto de fadas, mas fazer o que, se é assim que grandes historias são escritas, não? E desta maneira eu continuo escrevendo cada uma das palavras que fazem as historias da minha vida, e pensando assim vou dando para cada letra um sentido especial, uma ortografia que lembre os meus sucessos, as minhas derrotas, os meus sorrisos, meus amigos, que lembre você... Mas depois de reler tudo que escrevi, eu penso que ainda não sei escrever... Mas do que importa, tudo é uma questão de ponto vista, de um ponto que exista, um ponto que em uma destas histórias te faça minha... Assim como nos contos mais maravilhosos, eu sou inteiro seu.
Mas se meus livros não forem suficientes para contar a sua história, procure outro escritor, leia seus contos, e arrepie-se com cada palavra, ria, chore, pense, até releia algumas palavra só para saborear cada intenção... e quando o livro acabar e a tristeza bater, eu terei um conto engraçado para lhe dedicar, uma brincadeira ou uma piada boba, que só para nós tenha algum sentido, e quem sabe assim escreverei em minhas paginas: “E ela abriu aquele sorriso bobo, sobre o qual tantas vezes eu escrevi apaixonado!”.