quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Até as estrelas.


O que te impulsiona em direção um sonho? O que te move a ponto de te fazer largar tudo? Abrimos nossa mala e colocamos tudo que parecia importante dentro, não levamos tudo, não, porque pretendíamos voltar, precisávamos de um motivo para voltar num futuro distante, mas agora, era mais que importante que fugimos, olhamos juntos tempo passar, e sentíamos a vida escorregar pelas nossas mãos no tempo de um por do sol, mas não dava mais pra ficar, amamos tanto, vivemos juntos, estávamos sempre ali, mas não partir agora era olhar um ao outro morrer infeliz, e havia tanta vida lá fora, eu fechava os olhos e te via em festas, rodeada de pessoas novas, novas histórias, novos amores, tantas outras pessoas na sua aventura, você tinha tanta estrada para correr, e nós também. 
O que me impulsiona? Meus sonhos, a excitação do novo, a concretização do ser, deixar algo de bom para o meu mundo. Eu fechei minha mala, não coloquei nela mais do que pretendia usar, pois queria que tivesse espaço para guardar nela o que eu achasse de bom no meio do caminho, o peito apertou quando pensei em nós todos longe soltos no mundo, cada um com seu qual, seus afins, e seus futuros, me lembrei de cada momento das nossas amizades, pensei em chorar, depois sorri, o mundo guardava tanto para nós, tínhamos tantos planos pela frente.

Antes de fechar a mala, guardei em uma pequena caixinha todas as nossas fotos, fizemos tantas fotos juntos. Então me lembrei de uma vez que você disse que pássaro solto, não esquece da gaiola, nem foi para mim, mas deixei a pequena caixa guardada no fundo do armário da minha velha casa, se um dia eu voltasse, seria para rir gostoso dessas recordações que fazem parte do que somos. 



E quanto a gente, quem sabe, a gente se esbarra por ai, o mesmo destino que nos une, nos separa, e pode unir de novo, afinal, o que é verdadeiro mesmo, nunca morre, estaremos junto pelo tempo que for, onde quer que for, até as estrelas.  

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Partiu?





Partiu conhecer o mundo?
Vamos pedir as contas, fazer as malas e cair no mundo, de peito aberto, sem data pra voltar.
Deixa que o sol vai nosso anfitrião, e a birosca em que vamos fazer a nosso primeira parada vai ter comida com gostinho caseiro, feita num forno a lenha, por uma senhora simpática com marcas de vida no rosto.
Vamos cair na estrada? Quando der de asfalto duro, e outras vezes de terra e barro, sorriso no rosto e cabelos ao vento.
Põem uma música para tocar e peguem os óculos escuros, pois vai estar fazendo sol de verão. 
Vamos ver cidades, ruínas, cachoeiras, gente estranha, gente nova!  
Bora participar de rituais  estranhos e tradições milenares, 
Enlouquecer numa festa de uma ilha qualquer, visitar um vilarejo no Camboja, acampar no Havaí, subir de gaiato as pirâmides do Egito, fazer bonecos de neve feito crianças no Himalaia, comer pizza feito gordos na Itália, andar de trem na Alemanha e pular de para-quedas em Dubai.
Mas vamos juntos...
Porque se formos sozinhos, não vamos estar vivendo, vamos estar fugindo.
Juntos esquecemos o resto do mundo.

Vamos partir para conhecer o mundo, juntos?


sábado, 24 de agosto de 2013

Pacto de Sangue e liberdade.



Eramos reis e rainha com todas as nossas riquezas. Cruzamos os tempos com glórias e honras, conquistando terras desconhecidas e desbravando reinos hostis. Cruzamos espadas contra inimigos e mesmo entre nós, cavalgamos uns ao lodo do outro, e compartilhamos da mesma mesa, das mesmas armas, da mesma cama, do mesmo corpo. Assinamos nossa passagem para o inferno com um pacto de sangue e ainda assim perecemos, visitamos as trevas e voltamos juntos ao nosso castelo. Naquela loucura eramos um só. Vivíamos as mais sinceras verdades dentro das mais dolorosas mentiras, mas todo o nosso ouro valia a pena, toda a nudez e todo o pecado eram perdoados com louvor. Eramos prisioneiros da nossa própria liberdade.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

holocausto interno.







Passava da hora de partir, e desesperado ele colocou tudo que podia na mala, talvez não tivesse outra chance de fugir dali e cada segundo naquele lugar, era estar mais perto da morte. Pegou o que podia, tudo que estava ao alcance, iniciou sua varredura com o que lhe parecia mais importante, algumas medalhas, apenas as mais importantes e significativas, jogou la dentro seus diplomas, certificados e todo tipo de comprovante que tinha, abriu desesperado sua gaveta de preciosidade e pegou la de dentro pequenos objetos que lhe foram amuletos desde a infância, inclusive uma velha espada enferrujada que se escondia atrás de uma porta, por fim no grande quadro que ficava fixado na parede da sala, começou a recolher uma serie de fotografias que nele ficavam penduradas, apressadamente as recolheu, e colocou-as na mala, quando mal lhe sobrava espaço, e tão pouco lhe restava tempo, ele se desesperou em procurar a ultima fotografia que faltava, nela estava gravada uma garota branca, de olhos marcantes, quase nua. Não a encontrava, não se recordava nem ao menos onde pudera te-la guardado, enquanto procura ouviu a buzina da sua condução, que abandonava a cidade sem ele... Já não importava mais, preferia ficar a partir sem aquela recordação. Ele continuava a procurar a foto da garota, quando ouviu ainda ao longe, o som dos aviões que traziam as bombas.  

domingo, 11 de agosto de 2013

Uni-Verso




Desdobra-se toda a complexidade do universo num único verso. "É que os olhos eram as portas da alma". 



"Eles eram tão pequenos naquele imenso universo, que resolveram se separam para poder ocupar mais espaço... longe um do outro, o tempo os engoliu com a fome de quem devora um Deus. É que era um universo grande de mais para se viver sozinho"

Apague as fotos, tire os óculos, e queime as flores secas.



Imagine que eu morri, 
Que todas as lembranças que construirmos juntos ficaram só na lembrança
Lembre-se dos dias alegres juntos, e dos problemas que compartilhamos,
Mas apenas lembre-se, pois eles serão para sempre apenas lembranças,
Me imagine como uma arvore, que lhe fazia sombra e te enfeitava o jardim, 
Mas que agora não existe mais, 
Não há nem se quer os restos das raízes ou do tronco,
Pois morri para você de todas as formas, e no mundo que viverei, você não terá acesso, 
Nem saberá da existência deste lugar.
Lembre-se do tom da minha voz, e da presença da minha companhia, 
Mas lembre-se agora, pois com o passar do tempo, ela será tão fraca em sua mente 
Que você nem conseguira distinguir, se eu fui real ou criação dos seus devaneios. 
Nesse momento, 
Você poderá sorrir feliz,
Pois em fim não nos conheceremos mais, e será como se nunca tivéssemos nos encontrado. 
Então pare de sofrer e sorria, 
Agora, apenas imagine que eu morri.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vivicídio.





Havia tudo ali e um pouco mais, era sangue, ossos e carne, dilacerados com impacto da queda, isso ao menos era o que os curioso viam chocados, enquanto olhavam o corpo daquele que pulara do vigésimo segundo andar. Alguém tentando amenizar a tensão no ar em meio aos curiosos disse que ele morrera ainda no ar, ainda em queda, e que o corpo certamente chocar-se já sem vida no chão, outro cochichou em meio a multidão que se formava em volta do que restara da quele ser, que certamente havia ocorrido uma fatalidade, a pessoa limpava a janela quando acidentalmente cairá por um descuido, e uma senhora consolou uma moça chocada dizendo, "foi a vontade de Deus, havia chegado a hora dela", e todos eles, estavam errados. Quando ficou em pé, no parapeito do edifício, já estava morto, morrerá a cada dia, enquanto dizia sim a todos os não que tinha vontade de dizer, morria a cada dia todas as vez que viu calado o errado acontecer e se submeteu ao conforto do silêncio, morria quando acordava as cinco da manhã para uma vida mais ou menos, com sonhos mais ou menos, em dias mais ou menos e assinara sua sentença de morte quando se apaixonava pela pessoa errada e era feito de otário aceitado esmolas de amores frustados, quando era traído e aceitava, e mesmo quando sorria por sentir vergonha de chorar. Quando abriu os braços, fechou os olhos e sentiu o corpo inclinar-se para frente, em direção a imensidão que havia entre ele e o chão a vinte e dois andares a baixo, foi quando sentiu, como não sentia a muito tempo, a vida correr em suas veias, sentiu o calor do anos alegres que teve na infância abraçar-lhe o corpo, lembrou-se das noites de natal, reunido com a afamilia em volta de uma mesa farta, recordo-se do seu primeiro beijo, roubado quando ainda criança, e na mocitude da seu primeira paixão e também da primeira fez que fez amor, de quando se formou na faculdade, do primeiro emprego, do friozinho na barrida de dirigir um carro pela primeira vez, das aventuras com os amigos, das conquistas que levava no fundo memoria guardadas como troféus,  das viagens que fez e da quele amor especial, que carregou com ele em segredo a vida toda. Em menos de quatro segundos, viveu como há muito não vivia, e pouco antes de tocar o chão, desejou não ter pulado, agradeceu a vida que teve, e lamentou não viver a velhice. Lamentou não dar valor ao que teve. 

Desculpa




Então vem, pega uma xícara de café e fica mais um pouquinho, tudo bem que você não beba, pode ficar só para sentir o cheirinho comigo, o importante é você ficar. Sua presença me alegra, me enche de vida, e me faz suspirar com quem suspira num domingo a tarde sentado na varanda, vendo o tempo passar sem pressa. Porque você tem o talento de desacelerar o meu tempo, e de deixar tudo com um gostinho especial no final, tipo aquele docinho gostoso que a gente deixa para comer por ultimo, só para poder ficar sentindo o gostinho dele que fica na boca ate a gente se esquecer que acabou... Desculpa, não faço por mal... Talvez, seja só afeto de mais, e eu não saiba as vezes, o que fazer com ele.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013



Havia um desejo inacabável e imensurável. A vontade de roçar meu rosto no dela, era a magia da textura da sua pele e a lembrança do sabor do canto da sua boca. Ela não foi capaz de me domar, nem será, mas minha boca se encheu d'água e meus pelos se arrepiaram enquanto escrevia isso para ela.

Da menina que era livro



Era um livro tão belo, não tinha capa dura, mas sua face era de uma delicadeza tão grande que lhe fazia perfeito. Não era dos maiores livros, não precisava de tanto volume, o que realmente valia era o seu conteúdo, sabe aquelas histórias que você começa a ler, e não consegue mais parar, e que a cada página, a cada capitulo que é lido você se vê mais apaixonado, e cada vez mais preocupado, afinal, você não quer de jeito nenhum que o livro acabe. Eram páginas de uma textura deliciosa e um perfume inesquecível... Escrito em letras desenhadas, aquele era o livro mais bonito que já tinha lido.

...

Ela era uma garota tão bela, não tinha grandes seios ou um quadril robusto, mas seu corpo era de uma delicadeza tão grande que lhe fazia simplesmente perfeita. Ela não fazia o tipo mulherão, nem precisava, o que mais seria preciso além do que ela era por dentro? Sabe aquelas pessoas das quais você não cansa, que quer estar ao lado o tempo todo, do tipo que você aceitaria viver qualquer aventura, por mais louca e perigosa que seja, e que a cada dia você se vê mais apaixonado? E que só de pensar que um dia ela pode não esta mais por perto, já dói lá no fundinho da alma? Então, é ela. A garota da pele mais deliciosa que já vi e de um perfume inesquecível... Era o brilho dos olhos, o perfume do cabelo e o desenho da boca, aquela era a garota mais linda que conheci.

Ela era o livro mais belo que já quis ler. 

Valia a pena esperar o tempo passar.




Ela era tão nova, um botão de ouro num mundo onde não tinha tempo mais para mim... Levariam alguns anos até que o botão de rosa abrisse, e seu perfume pudesse ser desfrutado, mas desde já, tão nova e com cheirinho tão doce, já esbanjava uma sensualidade sem igual no olhar. Havia maturidade no jeito de falar, pensar, e agir apesar do jeitinho essencial de menia, havia um pouco de maldade naquele sorriso, e principalmente uma boa dose de desejo no sabor que senti do canta da boca que beijei. 

Per-Feição





Eram curvas que eu não conhecia, texturas que eu nunca havia sentindo, era o gosto de um beijo que existia somente na minha imaginação, era um corpo de pele lisa e branca completamente nu, que habitava apenas em meus sonhos... Nos meus desejos fazíamos o inimaginável, eramos amigos, eramos amantes, eramos ousados, fazíamos amor em tudo que era canto, de todas as formar, de tudo que é jeito de se amar. Ainda nos meus sonhos eramos carne na carne, corpo colado com corpo, sussurros e gemidos de prazer, confidencia e confiança, mas só nos sonhos, porque no mundo real ela era tão perfeita, quanto o sentimento de amizade que nós permeava. Aos meus olhos, tudo com ela era perfeição, até os sonhos.