O que me impulsiona? Meus sonhos, a excitação do novo, a concretização do ser, deixar algo de bom para o meu mundo. Eu fechei minha mala, não coloquei nela mais do que pretendia usar, pois queria que tivesse espaço para guardar nela o que eu achasse de bom no meio do caminho, o peito apertou quando pensei em nós todos longe soltos no mundo, cada um com seu qual, seus afins, e seus futuros, me lembrei de cada momento das nossas amizades, pensei em chorar, depois sorri, o mundo guardava tanto para nós, tínhamos tantos planos pela frente.
Antes de fechar a mala, guardei em uma pequena caixinha todas as nossas fotos, fizemos tantas fotos juntos. Então me lembrei de uma vez que você disse que pássaro solto, não esquece da gaiola, nem foi para mim, mas deixei a pequena caixa guardada no fundo do armário da minha velha casa, se um dia eu voltasse, seria para rir gostoso dessas recordações que fazem parte do que somos.
E quanto a gente, quem sabe, a gente se esbarra por ai, o mesmo destino que nos une, nos separa, e pode unir de novo, afinal, o que é verdadeiro mesmo, nunca morre, estaremos junto pelo tempo que for, onde quer que for, até as estrelas.











