Caminhava livre, sempre em linha reta, na mochila,
já bem pesada, minhas experiências, fotos, cartas e muitas lembranças, boas e
ruins, mas extremamente importantes, afinal, elas diziam quem eu era ou quem eu
sou. No horizonte... a esperança do desconhecido, de novas historias, novos
problemas.
Foi no meio do caminho, que parei para escutar um
canto suave, uma melodia desconhecida, e o perfume dos seus cabelos. Uma mulher.
A moça, quando me viu, sorriu, ainda tímida, mas
sincera,
No primeiro minuto, nos estranhamos, desconfiados...
mas logo no segundo seguinte, sorriamos despreocupamos, descontraídos,
conversamos, sobre coisas estranhas e incomuns, mas que nos tornávamos completos
semelhantes, muitas coisas em comum.
Horas de descobertas, confidencias, falamos sobre a
vida, sobre a arte, sobre Deus, sobre você e sobre eu.
Tirei uma foto sua e coloquei-a na mochila...
Respirei e continuei, sempre em frente...
Caminhando livre, sempre em linha reta, na mochila, agora mais pesada, nossas experiências. No horizonte... a esperança do
desconhecido, de novas historias, novas aventuras, pessoas...

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