quarta-feira, 25 de abril de 2012

Imprevisível



Caminhava livre, sempre em linha reta, na mochila, já bem pesada, minhas experiências, fotos, cartas e muitas lembranças, boas e ruins, mas extremamente importantes, afinal, elas diziam quem eu era ou quem eu sou. No horizonte... a esperança do desconhecido, de novas historias, novos problemas.

Foi no meio do caminho, que parei para escutar um canto suave, uma melodia desconhecida, e o perfume dos seus cabelos. Uma mulher.

A moça, quando me viu, sorriu, ainda tímida, mas sincera,

No primeiro minuto, nos estranhamos, desconfiados... mas logo no segundo seguinte, sorriamos despreocupamos, descontraídos, conversamos, sobre coisas estranhas e incomuns, mas que nos tornávamos completos semelhantes, muitas coisas em comum.
Horas de descobertas, confidencias, falamos sobre a vida, sobre a arte, sobre Deus, sobre você e sobre eu.

Tirei uma foto sua e coloquei-a na mochila... Respirei e continuei, sempre em frente...
Caminhando livre, sempre em linha reta, na mochila, agora mais pesada, nossas experiências. No horizonte... a esperança do desconhecido, de novas historias, novas aventuras, pessoas... 


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