Sou
instintivo, já falei. Sinto teu cheiro de longe, e como animal, vou atrás de
você.
Me organizo,
planejo, te estudo cuidadosamente, é minha maneira de preparar meu bote.
Manipulo os
outros a minha volta no único intuito de querer manipular você, espero que as
pessoas se ocupem, eu finjo estar fazendo algo importante ali por perto, só
esperando a hora certa, esperando a sala vazia, até que as pessoas vão embora,
e te deixam ali, sozinha, desamparada.
É então que
eu te ataco.
Espero você
se distrair, levanto-me do meu esconderijo, te seguro forte pelo braço e te
aperto contra mim, roço meu rosto contra o teu, você não foge, coloco minha mão
na tua nuca e te seguro pelos cabelos, respiro fundo e mordo um canto da sua
boca, você não demonstra, mas sorri que eu sei, se desvencilha de mim, e sussurra
baixinho: Agora não, ainda não.
Neste
momento eu não sei se eram minhas presas que eu estava cravando em você, ou se
na verdade, as suas estavam cravadas em mim.
Farei como
as cobras, quando te pegar, te abraçarei forte, e não te soltarei mais.
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...
Presa fácil?
Estou ali
sentada, te vendo.
Você pensa
que eu não sei, que eu não espero.
É claro que
você vai me atacar, melhor se não vier, mas eu sei que vai, sei que vem, tem
que vir.
Você sente o
meu perfume e não pode se afastar, está esperando que as pessoas vão embora,
elas vão, e você virá, sabe que vale a pena esperar.
Elas vão e
você vem, como o esperado, eu me levanto e você sai da sua toca.
Me pega pelo
braço e me aperta contra o corpo.
Eu luto, não
devo, mas gosto.
Você tenta
me beijar, mas eu não quero, não agora, eu não sei, eu tenho duvidas, eu te
quero, mas não devo, não te quero, eu tenho medo.
Eu fujo,
viro o rosto, e como sempre, te deixo.
Antes que
você se quer tivesse pensando em me atacar, minhas presas já tinham perfurado
sua carne, e meu veneno corre em te sangue.
E agora meu
bebe você é meu, até quando eu quiser, até quando eu deixar.
Eu posso
parecer a presa, mas na verdade a minha caça é você.

Curti!
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